segunda-feira, 14 de julho de 2014

Artistas se unem em campanha para alertar sobre as consequências do machismo para... os homens

“Não se nasce mulher, torna-se mulher”. Uma das citações mais lembradas da filósofa Simone de Beauvoir, uma das maiores pensadoras do século XX e um dos principais nomes do feminismo até hoje, diz respeito à construção do que chamamos “feminilidade”. Da mesma maneira, também é no meio social que a masculinidade é forjada. Expressões como “homens não choram” ou “isso é coisa de mulherzinha” dão o tom na formação de meninos em muitas famílias.
Para refletir sobre o que representa o “ser” homem, o coletivo mo[vi]mento-MG/RJ uniu-se ao lendário grupo de teatro alternativo “The Living Theatre”, de Nova York, para criar a campanha “Homens libertem-se”. Longe de querer impor novas regras de comportamento ao sexo masculino, o manifesto do grupo chama atenção, justamente, por propor maior respeito pelas diferenças e um debate sobre como, no final das contas, o machismo prejudica e oprime também os homens.

- O universo masculino é muito restrito. A mulher já está questionando esses papeis restritivos há mais tempo. 
O homem não se organiza para discutir sua masculinidade, para tematizar suas questões. Temos todos esses grupos chamados de ‘minorias’ que já estão se organizando e esse homem continua se pautando nessa sociedade. São eles que sofrem mais com a violência, são os que mais são assassinados, os que mais cometem suicídios, o que trabalham mais. Por que ainda chamamos isso de poder? - questiona Maíra Lana, atriz, diretora e idealizadora do projeto.

A ideia da “Homens Libertem-se” brotou quando Maíra estava em Ouro Preto, Minas Gerais, e viu a reação das pessoas quando um rapaz apareceu na Praça Tiradentes com uma saia florida. Foi o desconforto das pessoas com a impossibilidade de enquadrá-lo em alguma classificação (gay? drag queen? travesti?) que fez com que a diretora voltasse o olhar para os sentimentos masculinos.

- Ele foi passando e os homens não sabiam o que fazer. Todos ficaram desconsertados com aquela presença. Foi quase como se ele estivesse ferindo uma entidade. Nitidamente, era um clima muito opressor, embora ele não tenha sido agredido. Mais que para o rapaz de saia, era uma opressão que os próprios homens se impunham - conta Maíra.

Lançada este ano, a campanha já ganhou apoio de várias personalidades aqui no Brasil. O ator Igor Rikli e a mulher, Aline Wirley, foram os últimos a aderir. O casal posou com a saia-protesto da “Homens libertem-se”. Além deles, outros atores como Lucio Mauro Filho, Marcos Breda, Larissa Bracher, Flávia Monteiro, Álamo Facó e Nico Puig, além da poeta Elisa Lucinda, os cartunistas Laerte Coutinho e Miguel Paiva, a filósofa e escritora Márcia Tiburi, o psicanalista Sérgio Zaidhaft e outros profissionais dão apoio ao ato.
Os artistas pretendem criar uma performance coletiva, para ser apresentada em várias cidades do Brasil. Eles também vão propor aos espectadores que troquem suas calças pela saia da campanha, onde pode ser lido o manifesto do projeto. A peça poderá ser adaptada e usava como canga, toalha, manta, etc. Entre as máximas do texto, pedidos de liberdade, como o fim da obrigatoriedade do serviço militar e a possibilidade de ‘falhar’ na hora H sem ser julgado por isso.

- Com o manifesto e a distribuição da saia, queremos mostrar como os homens e as mulheres podem difundir essas ideias patriarcais, que acabam sendo prejudiciais para toda a sociedade, dentro do cotidiano. Nós não personalizamos o inimigo. Acreditamos que a questão problemática é a manutenção por todos nós de um sistema que oprime também a todos, por sua vez.


Na internet, campanha divide opiniões

O vídeo postado no canal do YouTube da campanha já foi visto mais de 12 mil vezes desde o começo do mês, mas a ideia da “Homens libertem-se” dividiu opiniões.
Nos comentários da gravação, tanto mulheres, quanto homens, divergem do sentido do projeto. Algumas pessoas que se identificam como feministas têm atacado a campanha, alegando que ela tiraria o foco da luta pelos direitos das mulheres. Para alguns homens, a ideia também é um reforço de comportamentos vistos como “pouco masculinos”.


Para Paulo Magalhães, a campanha estaria fazendo ‘apologia da homossexualidade’. “Esses que são vergonha para pai e mãe....pois a natureza fez o homem para gostar de mulher e mulher gostar de homem”, escreveu.
Já Renata Reis reclama o protagonismo desta luta para as mulheres e acredita que, ainda que sofra repressão, os homens ainda não entendem a real dimensão do problema.
Homem também sofre com o machismo, eu tenho irmãos e sei bem disso. Entretanto, a carga que eu sofri foi muito maior que a do meu irmão mais velho, que ao mesmo tempo que ele sofria o machismo, ele me oprimia também. Eu também conheci homens que sofriam com o machismo, e eram super machistas com as irmãs, eram indelicados e tratavam supostas neuras como se fossem nada, claro, para um homem seria incompreensível lá no âmago entender, coisa que para o feminismo seria diferente, já que ele compreende o ser mulher nessa sociedade".



Confira o “Manifesto Homem Libertem-se”:
- Quero o fim da obrigatoriedade ao Serviço Militar.
- Posso broxar. O tamanho do meu pau também não importa.
- Posso falir. Quero ser amado por quem eu sou e não pelo que eu tenho.
- Posso ser frágil, sentir medo, pedir socorro, chorar e gritar quando a situação for difícil.
- Posso me cuidar, fazer o que eu quiser com a minha aparência e minha postura, cuidar da minha saúde, do meu bem estar e fazer exame de próstata.
- Posso ser sensível e expressar minha sensibilidade como quiser.
- Posso ser cabeleireiro, decorador, artista, ator, bailarino; posso me maravilhar diante da beleza de uma flor ou do voo dos pássaros.
- Posso recusar me embebedar e me drogar.
- Posso recusar brigar, ser violento, fazer parte de gangues ou de qualquer grupo segregador.
- Posso não gostar de futebol ou de qualquer outro esporte.
- Posso manifestar carinho e dizer que amo meu amigo. Quero viver em uma sociedade em que homens se amem sem que isso seja um tabu.
- Posso ser levado a sério sem ter que usar uma gravata; posso usar saia se eu me sentir mais confortável.
- Posso trocar fraldas, dar a mamadeira e ficar em casa cuidando das crianças.
- Posso deixar meu filho se vestir e se expressar ludicamente como quiser e farei tudo para incentivá-lo a demonstrar seus sentimentos, permitindo que ele chore quando sentir vontade.
- Posso tratar minha filha com o mesmo grau de respeito, liberdade e incentivo com que apoio meu filho.
- Posso admirar uma mulher que eu ache bela com respeito, sem gritaria na rua e me aproximar dela com gentileza, sem forçá-la a nada.
- Eu sei que uma mulher está de saia – ou qualquer outra roupa – porque ela quer e não porque está me convidando para nada.
- Eu sei que uma mulher que transa com quem quiser ou transa no primeiro encontro não é uma vadia, bem como o homem que o faz não é um garanhão; são só pessoas que sentiram desejo.
- Eu nunca comi uma mulher; todas as vezes nós nos comemos.
- Eu não tenho medo de que tanto homens como mulheres tenham poder e ajo de modo que nenhum poder anule o outro.
- Eu sei que o feminismo é uma luta pela igualdade entre todos os indivíduos.
- Eu nunca vou bater numa mulher, não aceito que nenhuma mulher me bata e me posiciono para que nenhum homem ou mulher ache que tem o direito de fazer isso.
- Eu vou me libertar, não para oprimir mais as mulheres, mas para que todos possamos ser livres juntos.
- Eu fui ensinado pela sociedade a ser machista e preciso de ajuda para enxergar caso eu esteja oprimindo alguém com as minhas atitudes.
- Eu não quero mais ouvir a frase “seja homem!”, como se houvesse um modelo fechado de homem a ser seguido. Não sou um rótulo qualquer.
- Quero poder ser eu mesmo, masculino, feminino, louco, são, frágil, forte, tudo e nada disso. E me amarem e aceitarem, não por quem acham que eu deva ser, mas por quem eu sou. E por tudo isso, não sou mais ou menos homem.
- Quero ser mais que um homem, quero ser humano!
- O machismo também me oprime e quero ser um homem livre!


Fonte: http://extra.globo.com/noticias/brasil/artistas-se-unem-em-campanha-para-alertar-sobre-as-consequencias-do-machismo-para-os-homens-12958263.html#ixzz37SnU4i5x

sexta-feira, 14 de março de 2014

Os Saltimbancos, no Centro Cultural Hermes de Paula em comemorações ao Dia do Teatro (27/03)

NO dia 27 de Março, comemora-se o dia Mundial do Teatro. O Grupo Teatral Olho de Gato  estara comemorando com Apresentações do espetáculo "Os Saltimbancos", de Chico Buarque Texto de Holanda e Sérgio Bardotti, adptações fazer Grupo e Direção de Mirian Walderez.




SERVIÇO:
Quinta-feira - 27/03 - 20h - Espetáculo
21h15 - Mesa Redonda: Discussão sobre o Texto EO Contexto da Ditadura Militar, A Montagem, e Semiologia Teatral 
Sábado - 29/03-17h e 20h

Informations : (38) 8807-6676 OU 3212-3795

domingo, 22 de julho de 2012




O grupo Olho de Gato  retorna ao Centro cultural Hermes de Paula com uma das peças teatrais mais aclamadas pelo publico Montesclarense: Os Saltimbancos. A peça narra  a historia de 4 bichos em busca do sonho de ser artistas, será apresentada no 1° Festival  Regional de Teatro de Montes Claros nos dias 11 de agosto as 16:00 e as 19:30 e  12 de agosto as 10:30 e 19:30.

Os Saltimbancos é considerado um clássico infantil. A obra narra de forma bem humorada a condição e os direitos da classe  trabalhadora, representada aqui por quatro animais. Um  jumento, um cachorro, uma galinha e uma gata, que desiludidos com o tratamento recebido pelos seus patrões, e envolvidos por um sistema opressor, reivindicam  seus direitos, abandonam seus postos buscando liberdade tornando-se então saltimbancos. Inspirado em “Os músicos de Bremmem”, dos  Irmãos Grimm, o autor italiano Sergio Bardotti, comprova com absoluta lucidez a capacidade de se refletir sobre temas complexos como a desigualdade e a exploração social, voltado para uma linguagem  infantil, sem perder sua essência de teor político.  Segundo Mirian Walderez, “saltimbancos está no repertorio do Olho de Gato desde 1998, quando foi apresentado pelo grupo ainda em formação. Sentimos que precisávamos levar a peça novamente à cena, agora  totalmente reformulada”.
Com musicas de Enrique Matinez e adaptação do cantor e compositor brasileiro Chico Buarque, Saltimbancos é uma historia que toca a mente e o coração de adultos e crianças. Denise Amaral, Integrante do grupo salienta, Chico e Enrique fizeram um trabalho lindíssimo, mas nas nossas reuniões sentimos necessidade de reformular ainda mais a peça. Os Saltimbancos do ano de 2012 é totalmente diferente da nossa estreia em 1998, quem viu anteriormente vai se surpreender e quem não viu ainda vai gostar muito da proposta arrojada e inovadora.

Serviço:

Peça:"Os Saltimbancos”
Grupo Olho de Gato
Dia: sábado (11), Domingo (12)
Horários: Sábado as 16:30 e 19:30 / Domingo as 10:30 e 19:30.
Local: Centro Cultural Hermes de Paula – centro – Montes Claros – MG
Ingressos: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia) 
Pontos de Venda: Bilheteria do auditório do Centro Cultural, das 14 as 18 hrs.
Informações: (38) 3212-3795 / (38) 3215-1323 / (38) 3229- 3456

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Saltimbancos 2012

Estaremos no Primeiro Festival de Teatro de Montes Claros. Dias 11 e 12 de Agosto! Vamos Gente!
Informações no nosso face!

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Tô me sentindo meio bahiano hoje!

Inscrições abertas da 5ª edição do FIAC Bahia para espetáculos produzidos na Bahia, de outros estados e países. Podem espalhar para os amigos interessados! Ficha de inscrição no site http://fiacbahia.com.br/.

sábado, 16 de junho de 2012

Abertas inscriçoes de projetos culturais no fundo Estadual de Cultura





Informações sobre inscrição de projetos estão disponíveis no Edital 2012 do Fundo Estadual de Cultura e no site www.cultura.mg.gov.br.

Lembrete cultural


O novo espetáculo do Grupo de Dança 1º Ato, como o próprio nome anuncia – “Pequenos Atos de Rua” –, traz para os espaços urbanos coreografias inspiradas no cotidiano e em experiências vividas pelos artistas-bailarinos-criadores. Trata-se de seis pequenas cenas de dança que se interligam, mas que também podem se dispor em módulos independentes, sendo versáteis em sua realização, ordem de apresentação e disposição espacial. “Pequenos Atos de Rua” será apresentado nas praças de  Mirabela dia 17, Itacarambi dia 18, Januaria dia 19 e Brasilia de Minas dia 20. todos as 17 h, exceto brasilinha que é as 15:30! com entrada franca.
“O objetivo do projeto é aproximar o cidadão itinerante da arte, no seu trajeto diário dentro do espaço urbano, incentivando a possibilidade da busca por mais informações artísticas. O que resulta na formação de platéia, maior intimidade e prazer no entretenimento em dança“, explica a diretora do espetáculo, Suely Machado.
Serviço:
Local:
Brasilia de Minas, Mirabela, Januária e Itacarambi
Datas e Horários:16 a 19 de junho, as 15:30h e 17 h, em praça publica.